terça-feira, 14 de maio de 2013

Não é amor.



Não gosto desse jeito das pessoas que precisam uma da outra, gostar tem que ser livre, sem amarras, sem desespero, sem dor... Quando passa disso é obsessão e não amor. Mas é fácil eu dizer isso quando o motivo da minha afeição não está por perto, não há como eu me desesperar por seu amor, a distância não me deixa prender seu amor a mim e eu só aceito essa condição.

Repito pra mim no café, almoço e jantar que aqui é o meu lugar e recuso as oportunidades de estar ao seu lado, pois foi o que ele disse: não vai dar certo. Eu acreditei nisso e não me deixei apaixonar, apenas sentir e desejar já está bom, assim não me quebro, assim não me dou e assim não doo.
Já dizia Chico Buarque “Tantas águas rolaram, quantos homens me amaram bem mais e melhor que você.” Tantos rostos, tantos possíveis amores e eu querendo esse não amor. Mas qual o motivo de eu ainda querer você? Sei que não devo, sei que não quero te querer, mas não consigo simplesmente te ignorar e seguir adiante sem esse meu querer-te. E eu não gosto de escritas de amor e essa já ficou tão pior que uma carta ridícula de amor, pois não há amor e é tão ridícula quanto você.

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